CUSTO BRASIL: CAUSAS E SOLUÇÕES


moeda-mordida

As causas

Apesar do Brasil ser a 7ª maior economia do mundo nós ainda sofremos com dos dois maiores males de países subdesenvolvidos: 1º Altos impostos e baixo retorno, 2º Industria de alta tecnologia infíma. Se só isso já não bastasse, nesse memento nossa economia está “tecnicamente” em recessão, ou seja temos pelos menos dois trimestre de crescimento negativo.  O que foi muitas vezes atribuído ao “cenário econômico internacional”…….puf, para quem não anda muito “ligado” na mídia isso pode até fazer sentido…mas não, essa não é a causa, e vamos aos números:

Crise Americana: Ano de 2008 – Foram quase dois anos de recessão e só à partir de 2011 o país retomou o crescimento, que atualmente beira os 4% ao ano. Ou seja desde 2013 os EUA tem um crescimento constante e em ritmo acelerado de recuperação

Atualmente: crescimento em 4,5% esperado para esse ano.

Crise na Europa: Ano 2009 – Após a “bomba” na economia Americana, que funcionava como pilar da economia mundial (juntamente com a China), a onda chegou a Europa e destruiu bancos, construtoras e  levou países a recessão, nesse caso quem mais sofreu foi a Grécia, que era a mais endividada e se viu sem  possibilidade de arcar com as dividas dos credores, levando a um calote bilionário, mas nesse caso como a moeda (Euro) era comum para todos os países do bloco as coisas saíram dos trilhos em toda a Europa e a Grécia precisou de uma ajuda de 200 Bilhões para se reerguer.

Atualmente: A Grécia é a única que ainda tem problemas, o restante da Europa já cresce, mesmo a passos lentos desde 2013.

Mas como isso nos afetou? Bem com as maiores economias do mundo em crise, quem ia comprar nosso produtos primários (minérios como ferro, alumínio, etc.) e manufaturados? Pois é nesse caso tivemos a nossa primeira desaceleração do crescimento ainda no fim de 2008 chegando ao ápice no fim de 2009. Mas com todo o “mau governo” daquela época, a onda nos atingiu de forma mais suave e mais rapidamente que os países desenvolvidos, deu-se em grande parte a dois fatores:

  1. Produtos primários são necessário mesmo em épocas de crise (nós podemos ficar sem um celular novo, mas e sem comida?)
  2. Nossa reserva de capital era grande e tenhamos poucas dividas.

E isso é tanto verdade que quando houve a troca de presidentes no começo de 2011 as nossas taxas estavam em:

  • Crescimento de 7,5 % do PIB nos últimos 12 meses (janeiro de 2010 a janeiro de 2011) – Contra -0,6 % atualmente.
  • Crescimento do investimento na industria na casa dos 20% – Contra 9% atualmente.
  • Inflação acumulado nos último 12 meses na casa dos 4,5% (no centro da meta) – Contra 6,55 % atualmente.
  • Crescimento da industria beirando os 12% – contra 6% atualmente.
  • endividamento dos brasileiros  na casa dos 6 % – contra 11% atualmente.

E o principal: o dólar custava 1, 68 reais. Ou seja 68% menor que o atual (2,45)

O que deu errado

Uma politica altamente intervencionista, que ao invés de manter o investimento na industria, não soube o que fazer, começou a distribuir beneficios fiscais a torto e a direita para manter as grandes industrias, como a automobilística. Mas nossa  economia é mantida pelas pequenas e medias, que viram o crédito e o mercado de consumo cair e não tinham como concorrer, pois o dólar começou a subir rapidamente e dificultou a compra de peças, maquinários e matérias primas.

Depois disso os investidores perderam a confiança no nosso mercado e o PIB vem em queda desde 2012, atualmente em -0,6% de crescimento acumulado.

Não apenas isso, mas tentativas de controlar a inflação fracassaram vergonhosamente:

  1. Controle do preço da gasolina. A maioria das pessoas não sabe, mas nós não somos auto suficientes em gasolina, ou seja precisamos importar para suprir a demanda, e  com isso compramos caro e nossa maior empresa  a Petrobrás acaba vendendo mais barato do que compra, tento assim mais de dois anos de prejuízo.
  2. Inicialmente para tentar estimular o consumo e os transportes a gasolina foi privilegiada em relação ao álcool, e isso causou a perda de interesse das refinarias (produtoras de álcool da cana), e fez o consumo de gasolina disparar….levando ao aumento de preço, menor oferta e afundamento do setor de álcool eu também subiu (mais que a gasolina) e isso se tornou um circulo vicioso
  3. Controle dos preços da eletricidade, não contentes com a inflação tentam cortar os custos da produção na eletricidade ( ao invés de diminuir impostos…), com isso um artigo foi aprovado obrigado a redução das tarifas, além de criar a tarifa social ( que no fim só aumentou os preços). Com esse desequilíbrio fiscal o rombo no caixa das empresas do setor eletríco beira os 60 Bilhões de reais, e essa bomba ainda vai estourar ou nesse ano ou no seguinte, levando ao um aumento abrupto do preço.

A formação do custo Brasil

Altos impostos + burocracia +  baixos investimentos + baixa industrialização + logística péssima ( portos, estradas e cadê os trens?) + dólar alto + limitação de importação = Custo Brasil…

E isso afeta tudo que compramos, usamos, vendemos e alugados. É um efeito cascata que corrói toda a economia, os salário e claro, a industria que acaba sofrendo mais.

Como resolver?

Cinco medidas são necessárias logo no começo do mandato da nova presidente:

  1. Reformar fiscal
  2. Reforma burocrática
  3. Acordos econômicos internacionais
  4. Reforma politica
  5. Equipe técnica no ministério da fazenda.

Para o futuro, será necessário um corte de gatos no governo, um reforma ministerial, busca de por investimentos,  e o mais obvio: a liberação do preço da gasolina. Este último é desagradável e vai fazer muita gente xingar, falar mal do governo, mas é extremamente necessário para equilibrar as contas, não apenas isso, mas assim possibilitar que a Petrobrás se recupere, aumente a produção de gasolina e talvez assim daqui três ou quatro anos haja um preço mais justo de acordo com o mercado internacional.

Para aqueles que vão citar: ” ah, mas nos EUA um galão(3,6 litros) de gasolina custa o mesmo que um litro aqui”, bem ele tem acordos internacionais ( com a Arábia, Israel, etc) que permitem que ele compre o petróleo por menos da matada do preço que nós temos para produzi-lo, não é apenas isso, os métodos usados para a extração do mesmo em solo americano são mais baratos, pois agridem muito mais o meio ambiente e a legislação  ambiental deles quando se trata disso é muiiiiiito mais branda que a nossa. Ou seja o custo deles é mínimo e o nosso  é gigante. Não há como comparar os preços.

E por fim uma redução das barreiras impostas sobre as industrias nacionais e a importação podem ser a chave para minimizar os problemas.

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